Exortação "Alegria do Evangelho" orienta atualização das Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil

Brasília DF, 27 ago. 2014 (CNBB).
No segundo dia de reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) ampliado, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os bispos ouviram a palestra do padre Mário de França Miranda, doutor em Teologia e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. A reunião teve início ontem, 26, e prosseguirá até sexta, 29, na sede da Conferência, em Brasília.

Padre Mário retomou as principais linhas da exortação apostólica do papa Francisco, Evangelli Gaudium, confrontando o discurso do pontífice com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O palestrante procurou apontar as mudanças que estão acontecendo na Igreja atualmente, sobretudo a partir do pontificado de Francisco, suas orientações e a forma como ele as tem acolhido. O sacerdote falou sobre uma presença maior do Espírito Santo na vida da Igreja e sobre a sinodalidade, ou seja, uma Igreja com mais comunhão e participação de todos.

Retomando os discursos de Francisco, padre Mário recorda a ideia da opção pelos pobres, mas em uma ótica de ações concretas como insiste o papa. “Lembrando que o termo ‘pobres’ aqui é uma palavra genérica, para todos os que estão do pior lado de uma sociedade que produz desigualdades”, alertou.

Leigos

Para o futuro da Igreja, o teólogo defende uma participação ainda maior do laicato. “Não vejo saída para a Igreja a não ser por meio da força dos leigos e leigas na obra da Evangelização. Creio que daqui para frente é impossível uma Evangelização eficaz sem eles. A sociedade é muito complexa, com setores até desconhecidos por responsáveis religiosos, mas onde os leigos vivem sua fé e podem ser agentes dessa Evangelização”, declarou o padre, que defendeu, em seguida, uma entidade menos clerical e mais participativa.

Missão

Ainda na opinião do sacerdote, a missão é o grande sentido da Igreja. “Ser cristão é, sobretudo, estar ativo na obra da Evangelização. Você passa a trabalhar nessa obra a partir do momento do batismo. Essa consciência havia desaparecido um pouco, mas hoje está sendo fortemente retomada”. Segundo padre Mário, a Igreja está vivendo um processo de recuperação, para corrigir essa falha de mais de mil anos, desde o Concílio Vaticano II, para retomar o que há de mais autêntico do cristianismo. “Por isso, o futuro é uma época de grande oportunidade e fecundidade”, vislumbra.

O sacerdote acredita que a CNBB tem procurado responder aos pedidos do papa e que a América Latina, de modo geral, dá não apenas um forte recado ao resto do mundo, mas faz um convite para a caminhada da Igreja, por uma religião mais concreta e mais sensível ao sofrimento humano. “Às vezes o contexto europeu limita a compreensão do que se passa em outras regiões. Isso é normal, por conta da nossa chave de leitura. Mas o papa é ousado, diz ‘para que não tenhamos medo, sermos criativo’, e isso tem um peso enorme”, conclui.

Notícias - Post.
De: CNBB
Link: http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/noticias/14855-consep-ouve-sobre-uma-igreja-mais-concreta-e-sensivel-ao-sofrimento-humano
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América Latina: milhões correm o perigo da pobreza

San Salvador, 27 ago. 2014 (RV).

Aproximadamente 200 milhões de latino-americanos, mais de um terço da população regional, correm risco de entrar na linha de pobreza caso haja alguma crise, indicou nesta terça-feira, em El Salvador, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
"A população vulnerável com renda entre 4 e 10 dólares por dia aumentou em 35% em 2000 para 38% em 2012", revelou o estudo do PNUD "Perfil de estados sociais na América Latina: pobres, vulneráveis e classes médias". O estudo enfatiza que nem todos conseguiram entrar na classe média, e que a população em risco de cair na pobreza é de aproximadamente 200 milhões de pessoas. Desse total, segundo a agência da ONU, quase a metade (98,5 milhões) tem emprego, sendo que 54,4% são trabalhadores informais, 49,6% não têm acesso a serviços médicos, 46,1% não têm direito a aposentadoria e 53,2% não têm contrato de trabalho.
Apesar dos riscos de que mais pessoas entrem na linha de pobreza, o PNUD destacou como "uma conquista" a redução da proporção de pessoas vivendo na pobreza com uma renda inferior a quatro dólares por dia, de 42% em 2000 para 25% em 2012. Entre 2000 e 2012, o Peru foi o país com o maior número de pessoas entrando na classe média, com 19,1 pontos percentuais, enquanto a Bolívia registrou a maior redução relativa da pobreza (32,2 pontos percentuais), mas também o maior aumento de população vulnerável (16,9 pontos).
Para o organismo da ONU, é "muito alta" a proporção de latino-americanos em risco de verem afetado seu bem-estar caso haja alguma crise. "Está claro que se os países da região não reduzirem suas vulnerabilidades e reforçarem a capacidade de recuperação diante de crises financeiras e desastres naturais, não seremos capazes de garantir, e muito menos de ampliar os avanços na região nos âmbitos social, econômico e ambiental", declarou a Subsecretária geral da ONU e diretora do PNUD para a América Latina, Jessica Faieta.
Para Faieta, o ritmo do progresso social e econômico, como em qualquer outra região do mundo, "é mais lento" atualmente do que na década passada. "Está muito claro que mais das mesmas políticas não vão render os mesmos resultados de antes. Mais do que nunca a região tem que investir em proteção social universal, particularmente nas fases mais críticas da vida dos latino-americanos, como é o caso das mulheres, das crianças, dos jovens e dos idosos". (SP-AFP)

Notícias - Post.
De: News.VA
Link: http://www.news.va/pt/news/america-latina-milhoes-correm-o-perigo-da-pobreza
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Inveja e fofocas não são cristãs e atentam contra a unidade da Igreja, diz o Papa

VATICANO, 27 Ago. 2014 (ACI/EWTN Noticias).

Na sua catequese de hoje, o Papa Francisco alentou os cristãos a não caírem na inveja e na fofoca dentro da Igreja, pois isto atenta contra a unidade pela qual Cristo rezou e é “obra do diabo”.
O Santo Padre recordou que ao fazer “nossa profissão de fé recitando o ‘Credo’, nós afirmamos que a Igreja é ‘uma’ e ‘santa’. É una porque tem a sua origem em Deus Trindade, mistério de unidade e de comunhão plena. Depois, a Igreja é santa, enquanto fundada sobre Jesus Cristo, animada pelo seu Espírito Santo, repleta do seu amor e da sua salvação”.

“Ao mesmo tempo, porém, é santa e composta de pecadores, todos nós, pecadores, que fazemos experiência cada dia das nossas fragilidades e das nossas misérias. Então, esta fé que professamos nos impele à conversão, a ter a coragem de viver cotidianamente a unidade e a santidade, e se nós são somos unidos, se não somos santos, é porque não somos fiéis a Jesus”.

O Santo Padre assegurou que “Ele, Jesus, não nos deixa sozinhos, não abandona a sua Igreja! Ele caminha conosco, Ele nos entende. Entende as nossas fraquezas, os nossos pecados, perdoa-nos, sempre que nós nos deixamos perdoar. Ele está sempre conosco, ajudando-nos a nos tornarmos menos pecadores, mais santos, mais unidos”.

“O primeiro conforto vem do fato de que Jesus rezou tanto pela unidade dos discípulos. É a oração da Última Ceia, Jesus pediu tanto: “Pai, que sejam uma só coisa”. Rezou pela unidade, e o fez propriamente na iminência da Paixão, quando estava para oferecer toda a sua vida por nós. É aquilo que somos convidados continuamente a reler e meditar, em uma das páginas mais intensas e comoventes do Evangelho de João, o capítulo dezessete”.

“Como é belo saber que o Senhor, pouco antes de morrer, não se preocupou consigo mesmo, mas pensou em nós! E no seu diálogo sincero com o Pai, rezou justamente para que pudéssemos ser uma só coisa com Ele e entre nós”.

Francisco assinalou que “a Igreja procurou desde o início realizar este propósito que está no coração de Jesus”.

“A experiência, porém, nos diz que são tantos os pecados contra a unidade. E não pensemos só nos cismas, pensemos em faltas muito comuns nas nossas comunidades, em pecados ‘paroquiais’, aqueles pecados nas paróquias”.

“Às vezes, de fato, as nossas paróquias, chamadas a serem lugares de partilha e de comunhão, são tristemente marcadas por inveja, ciúmes, antipatia…”.

“E as fofocas são acessíveis a todos. Como se fofoca nas paróquias! Isto não é bom. Por exemplo, quando alguém é eleito presidente daquela associação, fofoca-se contra ele. E se aquela outra é eleita presidente da catequese, as outras fofoca contra ela. Mas, esta não é a Igreja. Não se deve fazer isto, não devemos fazê-lo!”.

Francisco indicou que “isto é humano, sim, mas não é cristão! Isto acontece quando almejamos os primeiros lugares; quando colocamos no centro nós mesmos, com as nossas ambições pessoais e os nossos modos de ver as coisas, e julgamos os outros; quando olhamos aos defeitos dos irmãos, em vez de olhar para suas competências; quando damos mais peso àquilo que nos divide, em vez de olhar para o que nos une…”.

O Papa recordou que “uma vez, na outra diocese em que eu estava antes, ouvi um comentário interessante e belo. Falava-se de uma idosa que por toda a vida tinha trabalhado na paróquia e uma pessoa que a conhecia bem disse: ‘Esta mulher nunca falou mal dos outros, nunca fofocou, sempre estava com um sorriso’. Uma mulher assim pode ser canonizada amanhã!”.

“Diante de tudo isso, devemos fazer seriamente um exame de consciência. Em uma comunidade cristã, a divisão é um dos pecados mais graves, porque a torna sinal não da obra de Deus, mas da obra do diabo, que é por definição aquele que separa, que arruína as relações, que insinua preconceitos…”.

O Santo Padre assinalou que “Deus, em vez disso, quer que cresçamos na capacidade de nos acolhermos, de nos perdoarmos e de nos querermos bem, para nos assemelharmos sempre mais a Ele que é comunhão e amor. Nisto está a santidade da Igreja: em reconhecer-se à imagem de Deus, repleta da sua misericórdia e da sua graça”.

“Queridos amigos, façamos ressoar no nosso coração estas palavras de Jesus: ‘Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus’ (Mt 5, 9). Peçamos sinceramente perdão por todas as vezes em que fomos ocasião de divisão ou de incompreensão dentro das nossas comunidades, bem sabendo que não se chega à comunhão se não através de uma contínua conversão. O que é a conversão? É pedir ao Senhor a graça de não falar mal, de não criticar, de não fofocar, de querer bem a todos. É uma graça que o Senhor nos dá. Isto é converter o coração“.

“E peçamos que a base cotidiana das nossas relações possa se tornar uma reflexão sempre mais bela e alegre da relação entre Jesus e o Pai”, concluiu.

Notícias - Post.
De: ACI Digital
Link: http://www.acidigital.com/noticias/inveja-e-fofocas-nao-sao-cristas-e-atentam-contra-a-unidade-da-igreja-diz-o-papa-20634/#.U_7-wIcqNm0.blogger
Imagem: Papa Francisco. Foto: Republic of Korea (CC BY-SA 2.0)
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“Cada jovem de Fé precisa se colocar na possibilidade de ser chamado a uma vida de consagração a Deus”, diz Dom Justino

Belo Horizonte MG, 27 Ago. 2014 (Gaudium Press).

monsenhor_joao_justino.jpg"A missão da Igreja é continuar a missão de Jesus Cristo, evangelizar e congregar o povo de Deus na comunidade eclesial", de acordo com o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Dom João Justino de Medeiros, a respeito do mês das vocações, vivenciado este mês pela Igreja no Brasil.

Entrevistado pela Gaudium Press, o prelado destaca, entre as vocações, o chamado ao presbiterado, uma vez que "todo o laicato, que pelo batismo é chamado ao sacerdócio comum dos fiéis, conta com o serviço do sacerdócio ministerial para a vivência de sua Fé, sobretudo na dinâmica sacramental", sendo fundamental o exercício da profissão religiosa a serviço dos cristãos fiéis e leigos.
Para Dom Justino, "o mês das vocações é uma iniciativa muito interessante para o cultivo das vocações nas comunidades". "É preciso que toda comunidade eclesial compreenda a vocação como a fundamental experiência humana de colocar-se diante das perguntas: Minha vida para quê? Para quem?", explica.

O religioso afirma que nesses últimos anos, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) ou a Pastoral Vocacional e ministérios tem ganhado cada vez mais força e abrangência em muitas comunidades, pois "Toda iniciativa que ajude, sobretudo, os jovens no discernimento vocacional, há de encontrar todo nosso apoio".

Quando a redação pediu para que Dom Justino contasse como havia recebido seu chamado para o sacerdócio, o bispo auxiliar disse que tinha percebido sua vocação enquanto participava da vida pastoral de sua comunidade de origem.

"Ali, desde os primeiros anos da catequese, como uma semente cultivada, iniciei um longo caminho que se tornou bem claro e decisivo quando estava já no seminário, concluindo a formação presbiteral inicial", relata.

Nos últimos anos do curso de teologia, o prelado, então, sentiu a liberdade para responder ao chamado de Deus, pedindo posteriormente ao bispo de sua localidade para que fosse admitido no seminário, para futuramente vir a tornar-se padre. "Vivia naquele momento uma alegria interior de ter dado um passo decisivo e definitivo em minha vida", completa.

Aproveitando o tema da reportagem, Dom Justino fez recomendações aos jovens e interessados em seguir a vida vocacional:

"Cada jovem de Fé - moça ou rapaz - precisa se colocar na possibilidade de ser chamado a uma vida de consagração a Deus na Igreja. Colocada a pergunta, é preciso aprofundar o discernimento. Para isto é fundamental a disposição para abrir-se ao diálogo com quem tem condições de escutar e colaborar no processo de discernimento que é sempre pessoal, custoso, profundo e libertador. Recomendo, pois, que não se tenha medo do discernimento. ‘Vocação acertada, futuro feliz!'. Se é assim, tonar-se mais importante ainda o empenho pelo discernimento vocacional."

Ao final da entrevista, o bispo auxiliar deixou uma mensagem dedicada aos jovens e todos aqueles religiosos vocacionados que sentiram o chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo para a missão:

"Queridos jovens, Jesus Cristo continua chamando. É preciso escutá-lo e entrar em diálogo com Ele sem ter medo de lhe colocar a pergunta: ‘Senhor, que queres que eu faça?'. A busca dessa resposta é o encontro com a vocação. Se Ele chama você para uma vocação de consagração na Igreja, Ele precisa de sua decisão para conduzir seus passos. Jovem, abra seu coração para a escuta de Jesus Cristo", concluiu.

Por Leandro Massoni Ilhéu

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De: Gaudium Press
Link: http://www.gaudiumpress.org/content/62172--ldquo-Cada-jovem-de-Fe-precisa-se-colocar-na-possibilidade-de-ser-chamado-a-uma-vida-de-consagracao-a-Deus-rdquo---diz-Dom-Justino
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